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O meu quarto estava arrumado até ter que decidir o que vestir! lol

Até há uns meses atrás costumavam dizer-me que nunca nenhum homem haveria de querer casar comigo por causa da quantidade de cães e de gatos que tinha. Quando fiquei só com as 2 pequeninas e os 2 gatos, os anjos suspiraram e pensaram é agora que vamos conseguir….chama o cupido.

No domingo, ao arrumar o meu quarto descobri qual o motivo pelo qual nenhum homem há de querer casar comigo, viver, habitar, partilhar, impossível mudar-se de caber em minha casa ou de me imaginar-me a mudar-me para casa dele, mesmo com Anjos, os Cupidos e os Deuses do Olympus todos a ajudar ao mesmo tempo….

Roupa, Sapatos, Acessórios de todas as espécies, feitios, cores e tamanhos.

Sou o verdadeiro significado de “Uma Mulher com Muita Bagagem!” E se achavam que eu tinha excluído todos os possíveis pretendentes na minha entrevista no Portugal no Coração com o Malato, deixem-me que vos diga que neste momento nem para um café vou receber convites, acho que nem para ser amiga de facebook.

Assumo aqui publicamente que perdi completamente o controlo sobre o meu espaço, porque já ando a usar o espaço aéreo (o candeeiro do tecto). Mas acalmo-vos porque o meu problema não é comprar muitaaaaaa coisa (apenas algumazinha e baratinha), mas é não me conseguir desfazer-me da antiga que continuo a achar que está óptima, perfeitamente usável e sabe-se lá quando as tendências vão voltar, pode ser já amanhã e depois ia fazer tanta faltaaaaaaa. 🙂

Prometi a mim mesma que o iria fazer em breve 3 pilhas: do que fica: do que vou dar e do que vou vender por estar nova. Preparem-se que já estou a organizar uma venda de garagem para isto tudo ficar mais liberto, não para receber um homem na minha vida, mas para caber mais coisas lol….estou a brincar é principalmente para aliviar a minha cabeça porque há dias que fico louca e nem consigo começar.

Espero que aprendam também comigo pelos meus erros e comecem já a desfazerem-se de tudo o que está a mais!!!

Beijinhos

Sofia

Eco Fashion

Fui convidada para fazer uma palestra sobre “Eco Fashion”. Aceitei o desafio apesar de saber muito pouco sobre o assunto e pensar que apenas se tratava de reciclar roupa ou usar alguns artigos naturais,

Mas à medida que ia avançando na apresentação e na investigação apercebi-me que estava completamente enganada e que o mundo da Moda Sustentável é muito mais que a natureza e os animais, mas também tem a ver com as pessoas e comunidades, tradições, costumes, etc.

Ao terminar, após muitas horas de trabalho comecei a preocupar-me com o que vestir para estar de acordo com o tema. Cheguei à conclusão que iria ser a apresentação mais hipócrita de sempre. Iria falar sobre roupa orgânica, ética de produção e toda a minha roupa gritava o contrário. Mesmo sendo uma pessoa com preocupações ambientais como separar o lixo, nunca deitar nada para o chão, ajudar todos os animais possíveis, nunca tinha pensado mesmo profundamente sobre o tema da roupa ecológica. É giro…é meu é o meu lema.

Fui vestida com um padrão muito selva para camuflar a minha culpa, mas como um bom e honesto cidadão do mundo decidi contar a verdade independentemente do cinismo da questão.

Mas voltando ao tema para vocês também entenderem o que é isto porque tenho a certeza que estão muito curiosos

Eco Fashion tem 8 pontos a saber:

-Vegan – todos os produtos que não utilizam animais na sua confecção e utilizam materiais naturais para substituir o cabedal, o pêlo, etc. Como por exemplo a borracha da Amazónia, a cortiça e a Resina. Consegue-se fazer tudo, sandálias, malas, acessórios, etc.
Um exemplo Português é a Pelcor que faz tudo o que se pode imaginar em Cortiça.
Podem também encontrar maquilhagem feita a partir de minerais como a Bella Pierre.
Aproveito para dizer que a UE proibiu o teste em animais em cosmética produzida na Europa http://www.portugues.rfi.fr/europa/20130312-ue-proibe-testes-em-animais-por-industria-de-cosmeticos-mas-reconhece-dificuldades
– Etically Produce – São preocupações éticas com o ambiente, as pessoas, as comunidades e a cultura. O caso recente mais chocante é a queda da Fábrica no Bangladesh. Milhares de marcas nossas conhecidas como a Primark, Mango, Zara, Ralf Lauren tinham as suas produções num local cuja condições fizeram centenas de pessoas perderem a vida. Dá que pensar certo?
Uma criadora que pensa em tudo e que até já criou uma linha Vegan apresentada na semana da Moda de NY é a Stella Mccarteney. Infelizmente outros criadores não pensam no mesmo
– Craft/ Artisan – Recuperar a ajudar o trabalho artesanal e tradicional e não deixar desaparecer a cultura de uma região, de um País. A unica coisa boa que a crise trás a um pais é o voltar a casa e aos costumes e tradições. O trabalho caseiro e manual é valorizado. O que era piroso em casa dos nossos avos como o croché passou a ser tendência.
Vejam um exemplo de trabalhos manuais com a Casinha da Matilde
– Custom – Apoiar a produção de pequenas quantidades e por encomenda. Diminuir os stocks e desperdícios
– Fair Trade Certified – É dar às pessoas condições de trabalho, horários correctos, o direito a reivindicarem-se, a terem uma politica social, proibir o trabalho infantil, etc. Outra área interessante é o Comercio Justo em que algumas marcas apoiam, utilizando determinados produtos de alguns Países, cidades, aldeias, tribos, espalhadas pelo mundo. Dando continuidade na produção e desenvolvimento de uma comunidade sem que seja necessário a industrialização do mesmo. O melhor exemplo é o da marca tão nossa conhecida como a The Body Shop. Alguns dos ingredientes nossos conhecidos são provenientes de diferentes zonas do mundo como o mel, a azeitona, o cacau, o coco, etc. Brasil, Equador, África, etc
– Organic – fibras naturais, em que a “base” nunca foi exposta a pesticidas ou produtos tóxicos. São as fibras biológicas. Mais um exemplo Português é a empresa Tecidos Ecológicos que até a linha que vendem tem essa preocupação
– Recycled – Est é fácil, reciclar é uma palavra comum para nós e poder fazer outros materiais a partir de um um material que não é biodegradável como plástico, latas, caricas, acrílico e tecidos.
Exemplos portugueses são as TelaBags que usam plástico dos cartazes para fazer malas e acessórios giríssimos. Agora acrescentaram a coleção e usam estofos de carros, lenços minhota e tecidos trazidos de uma missão na Guiné
A Fresh que aproveita o desperdício de peças de acrílico e faz uns acessórios de moda giríssimos
– Vintage/ Second-Hand – Apesar de o termo se ter vulgarizado a roupa Vintage é apenas a que faz parte do ano de 1920 a 1975. Hoje descobri que sou Vintage 😉
No final da apresentação tentei sensibilizar os alunos a usarem poucos sacos de plásticos e a reutiliza-los como lixo. Melhor ainda é comprar dos sacos grandes e usa-los nas compras.

Quero agradecer mais uma vez ao ISG e ao Nuno Gaspar de Oliveira por esta oportunidade e apesar de ter ido pouca gente eu aprendi imenso e isso ninguém me tira ;).

Espero que tenham aprendido alguma coisa e que comecem a pensar assim e terem preocupações destas e a procurar alternativas, até porque a boa surpresa é que são produtos acessíveis e bem modernos

Beijinhos grandes e amem o ambiente!!

Sofia