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Prepararmo-nos para Amar

Chegar aos 44 anos sozinha não é fácil, principalmente quando se está quase a celebrar 8 anos sem um namorado, mais 4 sem nenhum amigo colorido.

Houve um ponto da minha vida, que tudo o que atraia era literalmente o mau de todas as relações que tinha tido no passado. E isso assustava-me muito. É impensável voltar a namorar com alguém ciumento, manipulador, bipolar, infiel, mentiroso, violento, etc. Estas são as características que definem melhor os meus ex namorados. Claro que eram amorosos, e fofinhos (às vezes ), que me deram coisas boas e que aprendi imenso com eles, mas as marcas dolorosas que me deixaram apagaram muitas das coisas boas que passámos.

Quando há 4 anos decidi limpar as coisas tóxicas da minha vida, inclui os homens. Precisava entender porque raio eu atraia determinado tipo de pessoas quando eu até sou uma mulher interessante, honesta, feminina, com tudo no sitio, bem educada, etc.

INSEGURANÇA, CARÊNCIA, FALTA DE AUTO-ESTIMA, FALTA DE RESPEITO POR MIM, MEDO

Estas eram as características que mais me definiam.

Eu não escolhia as pessoas eu deixava que elas me escolhessem a mim.

Acreditava que merecia menos e sabia lá o que era amor, ou carinho, ou afecto ou respeito, por isso qualquer coisa estava bem para mim. Olhava para trás e as referências da minha historia eram tudo menos isso. Aprendemos na vida a ser demasiado humildes e a ter vergonha de pedir coisas enormes para nós. É feio querer ser feliz, mais feio ainda fazer por isso. Mentira!!!! Pura mentira.

Uma das palavras que entranhei no meu corpo há uns meses atrás foi a ABUNDÂNCIA! Ainda vou pintar um quadro la em casa para nem nunca me esquecer dessa palavra. Eu quero e mereço Abundância na minha vida, em tudo o que decidir ter. Acabou a escassez por achar que sou menos que os outros, ou que não mereço viver uma historia de amor.

Não fiz mal a ninguém para que isso não venha a acontecer. Não acredito que os homens são todos iguais, nem que as mulheres são todas umas Santas. Tanta gente trocada nesta vida. Tanta gente que perde tempo com quem não deve, tanta gente a humilhar-se por amor, um amor que é pequeno e infeliz. Porquê pergunto-me eu?! Será que a dor de uma separação é tão dura como os dias, os meses e os anos que passam junto daquele que não nos ama, ou não nos respeita, ou que não nos dá o amor que queremos ou das angustias?

Eu aprendi que antes de tudo temos que aprender a estar connosco, temos que gostar da nossa companhia, conhecer os recantos do nosso corpo, a cor do nosso sangue, o sabor da nossa saliva, o peso das nossas palavras, o impacto da nossa alma, antes de abrir a porta do nosso coração. E ai sim quando o passado estiver arrumado, o presente bem definido e o futuro planeado, a pessoa que está no mesmo caminho vai se cruzar connosco, vai olhar para nós de forma diferente e vai ver o seu reflexo la dentro no coração. Os sorrisos vão ter o mesmo tempo, o bater do coração o mesmo ritmo, as mão vão se entrelaçar até formar um abraço.

Acredito mesmo que é possível encontrar a pessoa certa, no momento mais simples, quando ambos estiverem distraídos, sem grandes planos ou projectos.

Abraçar o destino é também conhecer a nossa missão na terra e no mundo e ajudar que tudo flua como tem que fluir sem grandes manipulações e jogos. É simplificar o impossível, é largar o “Nunca”, é crescer sem medo de cair, é levantar as vezes que forem preciso, aceitar os erros, criar desafios, nunca desistir ou deixar de acreditar e nunca largar a mão que veio para tornar tudo ainda mais bonito.

Beijinhos enormes e sejam muito felizes

Sofia