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A Pesadelo da Minha Primeira MK

Há uns anos atrás, os meus pais, pelo meu aniversário ofereceram-me uma linda mala Mickael Kors.

A pele era muito macia e delicada, os acabamentos perfeitos e a cor completamente original. Eu estava histérica com o meu presente e não via a hora de a usar e combinar com os meus looks todos.

Só vos conto esta história, porque no outro dia tive coragem de contar à minha mãe lol, passados uns 5 anos.

No dia seguinte já tinha feito a combinação perfeita do meu look com a minha mala verde lima MK e sentia-me um luxo.

Fui almoçar com o meu irmão e um amigo ao Oeiras Parque e estávamos no restaurante palheiro (nunca me vou esquecer dos pormenores). Já agora sabem se esse restaurante ainda existe? ele era tão bommmmm.

Estávamos a almoçar no 1ª piso e descemos para pagar. Encostada à caixa à espera da minha vez para pagar, comecei a sentir uns pingos nos pés. Olhei para o tecto e comentei com a senhora da caixa…está a chover cá dentro…e ao mesmo tempo apercebo-me que a agua vinha de dentro da minha menina.

Tenho a mania de levar as garrafas de aguas para beber o resto no trabalho, só que não fechei a tampa, então esvaziei uma garrafa quase cheia dentro da minha mala.

Coloquei a correr imensos papeis para absorver e a mala que era verde lima e já estava com parte de baixo até metade, verde escura.

Eu suei, chorei, desesperei. Eu nem sabia o que fazer e não conseguia estar quieta, devia estar a tentar que o tempo voltasse para trás. AI QUE RAIVA!!! Como teria sido tão descuidada!!!!!!!

A chorar compulsivamente cheguei a escritório.

Era Novembro e estava um tempo gelado. Comecei a pensar que a mala nunca mais ficaria normal. Que explicação iria dar aos meus pais? Sera que Tentava ir à loja e dizer “desculpe mas a mala veio com defeito”….tudo me passou pela cabeça.

Até que o meu irmão sugeriu-me (foi mais mandou-me, mas sugerir fica mais elegante) ligar para a loja e saber o que fazer nestas situações.

Liguei para a MK Avenida da Liberdade e entre soluços contei o que se estava a passar. Perguntaram-me o modelo e disseram para ter pouca esperança, pois melhor a pele é também a mais sensível.

Sugeriram-me deixa-la a secar num sitio seco, coisa que em Novembro é difícil de encontrar, sem estar perto de radiadores ou directamente ao sol, não usar secadores ou nada que pudesse acelerar a secagem.

Então deixei-a na minha sala que estava gelada e mesmo assim era a zona da minha casa mais confortável. Todos os dias e a toda a hora ia olhar para ver se estava a melhorar e uma semana depois a mala estava normal, toda por igual…verde lima 🙂

O meu pai dizia a minha mãe “ela não deve ter gostado da mala, já não a está a usar!”. Depois disso não a larguei e tenho o maior carinho por ela e amo a cor e o feitio e podem passar 20 anos que vou continuar a adorar esta mala e espero que me dure uma vida.

Se olhar para ela mesmo com olhos de ver, consegue-se ver uma leve linha até onde esteve os níveis da água vitalis.

A ver se escrevo mais sobre episódios parvos que foram tantos na minha vida. É uma forma de não me esquecer deles.

Beijinhos e hasta la vista baby

Sofia