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Novo Look e o lado Emocional da Coisa

Primeiro de tudo e antes de começar a minha analise sobre o corte de cabelo que fiz ontem. Quero agradecer do fundo do coração ao carinho dos vossos comentários e às inúmeras mensagens que recebi. Vocês são realmente incríveis.

É muito engraçado estar deste lado e observar como as pessoas encaram os diferentes pormenores da vida. O que para uns um corte de cabelo é algo fun, divertido, uma mudança super natural, para outros, como eu, precisam de muita coragem para o fazer.

Este corte está a ser adiado há mais de um ano. Eu não tinha duvidas que iria ficar bem, porque primeiro confio a 100% no Edilson Soares e em toda a sua equipa – Unique e depois porque eu até sou gira :D.

O medo era do dia em que acordasse e me arrependesse ou sentisse falta do meu cabelo comprido. Por muito que falem em extensões não tem comparação em ter o cabelo naturalmente comprido. Ainda não estou livre de isso acontecer, mas já tenho as ferramentas para mudar essa sensação.

Então eu decidi há uns meses que isto iria acontecer, para além de outras coisas que em breve irei mostrar.

A ideia no corte era sentir-me bem, mais leve, diferente sem que isso afectasse a minha confiança e auto-estima. Então eu tive que dar a cambalhota final. O cabelo não me controla a mim, mas sim eu ao cabelo. Tenho vindo a fortalecer nestes últimos meses, para me sentir mais poderosa, mais confiante de que forma for. E este é o processo e caminho.

No passado já fiz o corte de cabelo radical (cortar um cabelo que estava pelo fim das costas para rapaz). Estava no inicio da minha depressão e achei, como a maior parte das mulheres, que a mudança de visual iria mudar o que sentia e dar um rumo À minha vida. Big Mistake!!! Passou a ser a minha tortura nos meses que se passaram até voltar a crescer, coisa que demorou 2 anos.

Os cabelos, quando deixamos de gostar deles, transformam-se nos alfinetes que me picam e relembram a todos o momento a dor, a impotência, a insegurança, os medos, etc. Eu estava gira (porque me ficou muito bem) mas sentia-me a mulher mais sem sex appel do mundo. Foi ai que descobrir que não podemos colocar nestes actos a responsabilidade de mudar ou de nos curarmos.

É igual à necessidade de encontrar alguém nas nossas vidas para que sejamos felizes. Isso não é justo para essa pessoa. Temos que encontrar primeiro essa felicidade em nós e depois o resto é só acrescentar :).

Em relação aos vossos cortes, testem primeiro e aconselhem-se para terem certeza que vão gostar. Eu já andava a tirar imensas fotos a simular o cabelo curto para ver como me sentia.

o melhor de tudo é que mesmo curtinho ainda consigo fazer um rabo de cavalo e um coque.

Beijinhos grandes e sejam felizes e mais humanos

Sofia