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Usar e Abusar da Lingua

Desde a morte do actor Robbin Williams, em que andámos a mexer no google à procura das suas

imagens marcantes e únicas, dos filmes memoráveis e das mensagens eternas, que ando para escrever este texto.

Quase todas guardei-as no coração. Foi realmente um actor com quem cresci, que me fez rir, chorar, pensar, ter pena, sofrer, ter medo, raiva, mas sempre a cima de tudo admirar muito.

Todos os filmes me marcaram de maneira diferente e foram tantos os que me passaram pela vida. Que sorte que tivemos em te-lo como actor principal, tantas e tantas vezes. Excelentes emoções nos passou, pela sua força e credibilidade.

Na minha geração, ninguém ficou indiferente ao filme “Clube dos Poetas Mortos”. Um colégio de rapazes com um professor fora do comum que os obrigava a serem diferentes, a procurarem para lá do que sabiam e do que estavam destinados a ser.

Para além desta mensagem forte, que chegou ao ponto do “Clube” se unir,  protestar, manifestar no final do filme em honra do seu professor querido, ficou este “quote”, em que Robbin incentivava os alunos a usarem a lingua, a palavra, no seu pleno, com grandeza, sem resumos, abreviaturas, ou clichés. Sem medo de abusar. A “lingua” foi inventada para impressionar uma mulher. Para ser tocada, explorada, despida, falada, beijada, acariciada, enquanto discurso, partilha, monologo, discussão, desabafo, engate, dedicatória, homenagem e sei lá mais o quê.

Como mulher, me encanta um homem que sabe o que diz e como o diz. A utilização de abreviaturas, calão, clichés, tira-me todo o encanto do que sentem por mim. Por exemplo os bue e bueda, que são facadas no coração do fado. Das coisas mais valiosas da nossa herança, é esta bela e complexa lingua que rumou connosco oceanos a fora durante milhares de anos, que fez com que tanta gente no mundo tenha um bocadinho do nosso Português. A mim custa-me ter um vocabulário limitado, mas ao menos esforço-me para usa-lo correctamente e dar lustro ao que sei e me foi ensinado. A ter orgulho da nossa riqueza e ter vontade de partilha-lo com quem mais gosto.

Carpe Diem e palavras para que te quero?! Sempre para amar 🙂

Sofia