icon-arrowicon-facebookicon-googleplusicon-instagramicon-pinteresticon-playicon-searchicon-twittericon-youtube

Vamos Falar de Modas ou de Amor?

Numa época de tantas conquistas sociais, onde as diferenças se tornam igualdades e o amor pode ir mais longe ao ponto de pessoas do mesmo sexo poderem casar pelo simples facto de se amarem. Pergunto-me onde fica a luta pelos valores e a fidelidade seja de que género, sexo ou opção?

Vivemos um período em que um dia somos tratados uma peça única de alta costura e no dia seguinte somos abandonados como um trapo velho. Em que a nossa existência na vida da outra pessoa não passou mais do que um luxo e um capricho de se sentir bem com ela mesma, num determinado momento ou evento.

Os falsos acessórios colocados para esconder a verdadeira pobreza dos sentimentos, fazem ofuscar os mais sensíveis e carentes e facilmente iludem os tolos. Somos usados, abusados, enganados e largados.

Eu sou tolo, trapo velho mas peça única e acabo sempre, por entre sedas e toules, conseguir, mais cedo ou mais tarde ver a transparência da verdade. Mas isso não me evita cair sempre na rede feita pela aranha mais requintada.

Onde fica a conquista dos bons valores, que em tempos foram tão preciosos pelos nossos antepassados. Onde fica a vitória do amor único e especial feito à medida dos nosso sonhos e vontades?! Será que alguém se dá ao luxo de os ter?

Quero dedicar este texto a quem um dia me fez sentir tudo e logo de seguida, menos do que alguma vez me senti. Sou trapo velho que nunca sairá de moda e muito menos voltará a servir num corpo que não me mereça. Embora a minha revolta e alguma dor, não vou deixar de nunca de acreditar que um dia encontrarei o meu par perfeito.

Está será a ultima vez que falo nesta situação em particular. Posso andar rota, esfarrapada, mas não me deixo pisar porque ninguém, muito menos por quem não fez nada para me merecer,

Beijinhos e força a todos os outros trapos velhos que andam por ai. Sacudam a poeira, coloquem-se ao sol para o mofo sair e voltem a brilhar, mesmo que sozinhos

Beijinhos

Sofia