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Pena de Morte? Sim ou Não

Há muitos anos atrás, ainda adolescente, vi um programa sobre a pena de Morte na América. Um programa muito interessante que absorvi ao ponto de me lembrar perfeitamente de tudo e já passaram uns 20 anos.

A 1ª parte do programa partilhava a angustia dos condenados que viviam dia após dia à espera do dia em que chamassem o seu nome, a porta da cela abriria-se e os levariam por um longo corredor até ao ultimo suspiro. Uma tortura psicológica que ninguém merece, até porque há sempre os condenados das incertezas, em que todas as provas indicam que foram eles os culpados, mas eles continuam a alegar a sua inocência. E sabem-se de casos que realmente as pessoas foram condenadas injustamente. Algumas felizmente soltas a tempo…

Realmente dá que pensar até que ponto que se tem o direito em sacrificar a vida de uma pessoa, ou neste caso de várias. Não deveria esse destino estar nas mãos de Deus? A dor de um condenado que sabe que vai morrer, mais dia ou menos dia, que tudo vai acabar, é de uma tortura psicológia medonha.

Mas depois começou a 2ª parte do programa, em que as entrevistas eram feitas aos familiares das vitimas… e o meu sentimento ia mudando à medida que avançava. A pena que sentíamos antes pelo condenado ia rapidamente transformando-se em revolta, ódio, nojo….As histórias, as torturas, eram surreais ao ponto de pensarmos….valerá uma pessoa destas depois de ter cometido tal crime, continuar viva?

Uma das histórias era de um casal idoso, muito humilde, muito amoroso, muito sofrido. A filha única, tinha sido raptada por dois homens, que a violaram até à morte. Quando a encontraram estava na posição em que morrera no acto da violação. Foram os pais que encontraram. Como se fica depois disto? Como se vive depois disto?

Como não se pode desejar a morte de uma pessoa depois de se ouvir uma história destas. Como pode continuar vivo alguém que cruelmente matou uma pessoa inocente. Que nem os berros, o medo, o pânico, o choro, o implorar, os fizeram parar é porque estamos a falar de pessoas isentas de sentimentos e essas pessoas serão más para toda a gente. São e serão pessoas sempre perigosas, porque não têm sentimentos por ninguém.

Pode parecer estranho estar escrever sobre este tema, mas depois de ouvir a história do pai, que no Domingo queimou a filha de 4 meses com água a ferver, depois de a ter embebedado e provavelmente feito outras coisas, porque a criança mostrava sinais de violência e maus tratos é impossível não desejar o pior para este monstro. Assim como há muitos anos a mãe da Joana, matou-a, cortou-a aos bocados e atirou a filha aos porcos, porque sabe-se que comem tudo e não deixam rastos….para isso já não era analfabeta e burra.

Não se pode ficar indiferente a estes casos, ainda para mais num Pais como Portugal em que sabemos que a justiça é demasiado branda para quem merece o pior dos castigos.

Com este texto não estou a dizer que sou a favor da pena de morte, apenas partilho convosco uma dúvida enorme sobre o castigo a dar a quem tira cruelmente a vida a outras pessoas, pessoas a maior parte das vezes completamente inocentes, indefesas, humildes e merecedoras de todo o respeito.

Desculpem se o momento não foi apropriado…mas fiquei muito chocada com a noticia e precisava partilhar convosco a minha duvida e raiva.

Beijinhos Sofia

PS. Este artigo é dedicado a todas as crianças, mulheres e homens que morreram inocente nas mãos de Monstros. Que ao menos as suas Almas descansem em paz