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Gene Masoquista

Hoje tenho estado a pensar, mais um vez, nas amizades e relações.

Se olharem à vossa volta, do vosso grupo de amigos, família, namoros, etc, há sempre os que nos dedicamos mais do que outros. Assim como o mesmo acontece em relação a nós.

Já repararam que muitas vezes somos capazes de nos dedicar a quem menos merece? Disponibilizamos mais a quem nos dá menos, ou chega mesmo a dar para trás?…assim como, quem se dedica a nós é a pessoa a quem menos nos dedicamos? Faço-me entender?

É um circuito estranho, que não faz sentido, mas que funciona perfeitamente. É como os casos em que quando deixamos de gostar de uma pessoa ela depois, quando já a esquecemos, quer voltar. Inexplicável…mas é uma tendência quase sempre certeira e eficaz…só não é boa, porque se deixámos de gostar e é caso para dizer “Too Late”.

Será que é um perfil masoquista que adoptamos nos últimos anos que nos faz sofrer, mas nos faz sentir vivos? Será que passou a ser genético e por isso andamos aqui, quase todos desencontrados nos relacionamentos, a ter mil desilusões com as pessoas de que gostamos e confiamos?

Sentimos atracção e dedicação porque quem não devia fazer parte no nosso grupo de amigos, de quem não deveríamos namorar, casar, ou entregarmo-nos de coração. À excepção da família, que ninguém a escolhe (escolhem alguns), tudo o resto, na realidade está nas nossas mãos e na vontade de querermos ser felizes com as pessoas certas e de evitarmos a dor como forma de prazer.

Não podemos queixar do que temos, quando na realidade não fazemos nada para o evitar! Ninguém é obrigado a estar com ninguém. Não quer, faz mal….é hora de mudar o caminho, os conhecimentos, as relações ou então caso contrário vamos continuar a ser pisados até o tapete estar completamente sujo e acabado e pronto a deitar fora…e lá vamos nós para o entulho das relações à espera de uma reciclagem, de um novo estimulo e coragem.

A este gene de masoquismo, podem também acrescentar uma veia de falta de auto-estima que ajuda a manter essas ligações disfuncionais activas, durante períodos indeterminados, em que o mais forte é sempre “alimentado” pelo mais fraco sem lhe ter que dar nada em troca, assim sucessivamente…em cadeia, sem ordem, porque o mais forte para outros será o mais fraco…

Faço-me entender? Hoje é 2ª feira e não sei se é o melhor dia para ter estes pensamentos

Beijinhos e Boa Semana

Sofia