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Desculpa aos meus Verdadeiros Amigos

Na 3ª feira recebi uma chamada que tinha morrido a mãe de uma amiga minha. Algo inesperado e que me deixou sem
palavras.

Mesmo sem ter tido muita presença com a senhora, não deixei de sentir por todos esta perda e pensar o que seria se fosse comigo.

Liguei-lhe no dia seguinte para dar algum conforto e para dizer o quanto lamentava. Confesso que chorei. Senti-me tão ausentes de suas vidas, assim como de tantos amigos meus. Pedi-lhe desculpa por não ter estado lá, ou antes, ou há 1 ano atrás, ou em tantos outros convites que recusei e disse “para a semana marcamos”

Tentei explicar-lhe que não o faço por mal, mas que acabo por me envolver em tantas coisas que mal tenho tempo para mim e quando tenho tempo livre, tenho imensa necessidade em estar quieta, em casa, no meu mundo, sozinha.

O meu estilo de vida é uma opção que foi se adaptando aos acontecimentos, às necessidades, ao crescimento de um projecto, que um dia nasceu para ser uma coisa e que quis o destino que fosse outra. Hoje estou aqui, amanhã posso já estar ali, como posso não ter nada ou ter tudo.

Não me considero uma Mártir, uma Madre Teresa nem muito menos uma Joana D’Arc, mas considero que conquistei um espaço, que tenho uma voz, que talvez possa acrescentar um bocadinho na vida de tantas pessoas que não tem nada, nem ninguém. Tentar passar bons valores e exemplos, dar algumas dicas, ensinar, partilhar. Não deixa de ser um caminho a fazer de quem tem um bocadinho mais de protagonismo (longe de me considerar figura publica ou vedeta) é na perspectiva da janela para o mundo, como diria uma querida seguidora Janeca que está agora em londres 🙂

Sem tentar parecer louca ou ridícula, mas sei que já fiz algumas diferenças na vida de algumas pessoas. A prova disso são as mensgans que me enviam, os agradecimentos que me fazem e o facto de me continuarem a seguir. Se na realidade todos os fizéssemos um bocadinho, seriamos todos muito mais bonitos e viveríamos muito melhor. Isto vai dar a outro assunto que quero escrever em breve, que foi tema de uma workshop que dei a uma empresa.

Como diria ontem um seguidor meu: Estou a tentar mudar o mundo com um pouco de loucura e diversão. Mas não quero perder os meus amigos pelo caminho e o carinho que têm por mim.

Na realidade continuo aqui para os meus amigos, para o que precisarem, à distancia de uma mensagem, um telefonema, uma boleia, um café,  um almoço, um abraço, uma mão, um conforto, uma palavra, uma gargalhada e de várias lágrimas e de um texto.

A todos que falhei… DESCULPEM

Beijinhos

Sofia