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Desculpa

Sou uma miúda um bocado para o orgulhosa. Confesso que não sei porquê sou assim, se é por causa do meu signo, ascendente, estrelas, ou das minhas insegurança, ou estou para aqui a arranjar desculpas.

Não sou famosa a pedir desculpa. E há muito poucas pessoas que passaram pela minha vida que ouviram essa palavra sair da minha boca. Sempre preferi continuar em frente a assobiar até que a coisa se resolvesse por si.

Não me orgulho disso, mas é uma realidade.

Mas nestes últimos dois anos quando decidi fazer um caminho em direcção ao bem num estilo monge budista fashion e citadino tenho me vindo a aperceber que muitas das minhas crenças eram tão erradas para os outros como eram para mim. Aquilo que eu achava que me protegia deixava-me mais fraca e menos inteligente. A arrogância de não saber pedir desculpa não passava de uma atitude insegura de quem não queria dar o braço a torcer. De quem para além de estar errada, ou ter feito algo que não devia queria manter a sua postura de inferior como se não tivesse idade para arcar com as consequências, ou tivesse sempre desculpa, porque estou demasiado cansada, muito triste, não dormi bem ou porque tenho uma pedra no sapato, bla, bla, bla. Isso são desculpas de quem não quer evoluir.

Não quero ser mais esta pessoa.

Quero ser humilde e entender que o Mundo não gira todo à minha volta. Que não sou uma coitadinha que ups….cometeu um erro ou que magoou alguém. Apesar de ter sentimentos e muitos, quero deixar de ser o meu próprio bode expiatório e em que para cada situação ter uma mente evoluída e capaz de avaliar e apontar onde estive bem e onde estive mal e que mesmo que consiga provar que tenho 100% razão há pessoas que não merecem a nossa indiferença e do outro lado também há uma motivo, um sentimento que levou a pessoa a cometer o mesmo erro que nós.

Ontem pedi desculpas a uma pessoa muito querida, mesmo sabendo dentro de mim tinha razão, mas perdi-a na forma como falei, nas palavras duras que disse, e porque mais uma vez me senti atacada quando apenas estávamos em desacordo.

E digo-vos que há pessoas que não compensa a birra, o orgulho, a zanga, o amuo, porque simplesmente todos os segundos que passamos longe delas irão transforma-se em facadas irrecuperáveis quando um dia as perdermos. Um dia pode ser tarde demais

Life is too short para isso e podemos ser tão mais superiores sendo humildes para os outros e connosco. Aproveitem, amam-se a vocês e amem o próximo. Não sejam tão egocêntricos nos julgamentos, em cada história e acontecimento há sempre 2 lados, 2 motivos, 2 sentimentos.

Como é obvio este conselho não se aplica a todas as pessoas, apenas para quando não temos razão e para aquelas pessoas que valha apenas manter junto de nós para sempre 🙂

Ontem alguém disse-me “Há medida que vamos mudando, tudo muda à nossa volta” e é tão verdade.

Beijinhos sejam felizes e mais humanos

Sofia