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A minha experiência Lavandaria Self Service

Tenho sentimentos estranhos, “mix feelings” cada vez que vou a uma lavandaria self service.

Começa tudo por andar com a roupa ao léu na rua. Hoje de manhã descobri que não tenho sacos suficientemente enormes para transportar o meu Golias Size Edredon. Bolas o que meu deu para comprar aquilo. Devia ser vendido com um aviso “Amiga isso é para usar e deitar fora ou tens casa para o arrumar, máquina para o lavar e carro para o transportar?” e eu teria comprado uns 2 números a baixo. Que mania das grandezas!!!!

Consegui tirar tudo da cama (sou uma mulher friorenta numa casa fria) e mesmo assim, desde que tenho o meu colchão Spaldin preciso menos roupa na cama. Mas foram precisos 3 sacos e um deles em estilo Muffin….a transbordar por fora.

Fui de fininho para não tocar em nada e as coisas ainda estavam por lavar. Mas não houve contacto e consegui com muita ginástica entrar naquela lavandaria com a roupa suja imaculada.

Chego lá e fico sempre com cara de parva a ler todos os avisos sem entender onde começar e começa a nascer um nervoso miudinho porque acho que estou a perder muito tempo. Passo seguinte assumir que sou lerda e perguntar a alguém “como é que isto funciona?”. Plano poupar tempo resulta sempre…em 1 minuto tinha a maquina a girar por 9,5€. Não coube tudo e metade ficou de fora por lavar e vou ter que o fazer e casa….que secaaaaaaa. mas não havia mais maquinas disponíveis e comecei a realizar que fazer aquilo na hora de almoço foi péssima ideia.

30 Minutos depois já estava tudo lavado,aliás  quase tudo, o que estava dentro da máquina. Mas a máquina parou ao mesmo tempo que de uma senhora mais velha e mais experiente nas lavagens selfservice e como ela não estava presente no momento comecei a ficar impaciente com medo que ela fosse passar-me à frente na secagem.

Pronto e é aqui que começa o meu processo bipolarparanóicacontroladora e com os 2 olhos que tenho fico a controlr as máquinas livres e ocupadas e quem está na minha frente. Começo a falar alto para todos ouvirem, saberem e entenderem que a seguir sou EU e que tenho aquilo muito bem controlado.

Eu tenho uma aversão a que me passem à frente e é dos poucos momentos em que eu perco completamente a pose, o salto, o brilho, a elegância, a delicadeza e o estilo. Então, até entender que está tudo bem e que ninguém se vai atrever a colocar a roupa na máquina que me está destinada eu não fico tranquila, nem simpática, nem amorosa, fico em sentido e preparada para tudo, até lutar entre as fronhas e cuecas!

Máquina de secagem fica livre e calmamente dirijo-me para lá usando a minha visão periférica para ver se alguém ia ousar usa-la. E à medida que me aproximo vou realizando que sou maluca e paranóica e bato um bocadinho no ridícula e toda a minha crista de galo transforma-se num puppy arrependido e quase rastejante.

Sento-me e aguardo em silêncio partilhando sorrisos envergonhados e piadinhas tolas para voltar a ganhar a confiança dos presentes.

A facada final foi quando a maquina de secar terminou e a senhora mais velha que há minutos trás foi o inocentemente meu bode expiatório, a base de toda a minha desconfiança e azedume, que me deixou armada e pronta a atacar com insultos e empurrões, disse-me

– Menina eu ajudo-a a dobrar a roupa”

– Ahh não é preciso obrigada

– Claro que sim não vai arrumar tudo torto, aproveite enquanto está quente para ficar direitinho.

E lá estivemos as duas, eu com cara de parva, a dobrar tudo (até me passou a impressão de ter um estranho a mexer-me na roupa da cama e pijamas, mas pensei várias vezes….ok eu tenho nojo, mas ela não tem de estar a mexer nas minhas coisas?!) e em cada peça dobrada eu dobrei-me em agradecimentos

– Por favor gradeça-me no final

Morri….

Um dia conto-vos sobre a paranóia de achar que me vão roubar as coisas de dentro do carrinho das compras muito antes até de as chegar à caixa….o pior é que nunca aconteceu, mas eu estou sempre alerta.

Beijinhos e bom fim-de-semana

Sofia