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Vamos Mudar o Mundo?

Hoje acordei uma enorme vontade de mudar o Mundo.

Mas mudar como se fazia antigamente, no tempo em que olhávamos para as pessoas nos olhos, em que estendíamos a mão e tocávamos em alguém, em que estávamos disponíveis para ajudar, em que gostávamos de receber, mas dar era uma prioridade, em que éramos mais fieis às pessoas do que aos objectos.

Gostava de acreditar que ainda há tempo para tudo isto e para inverter as coisas. Não quero ser saudosista e prender-me ao passado, quero contribuir para construir um Mundo e uma sociedade em que não se depende de Likes para ser feliz, que as doenças se vão curar pelo avanço da medicina e não pela quantidade de partilhas digitais, que conseguimos evitar a guerra pelo respeito da cultura, da religião e da politica e não pelos comentários nos murais alheios e que iremos encontrar o amor porque sentimos um arrepio, um choque no olhar quando nos cruzamos com nossa alma gémea e não porque a escolhemos num catálogo numa app qualquer.

O significado de ajudar tem que ir muito mais profundo do que tudo aquilo que é o nosso dia-a-dia, não basta querer, tem que se fazer. Arregaçar as mangas não pelas tendências ou looks do dia, mas para libertar as mãos que vão ajudar o próximo. E eu quero ajudar a ti, aos outros, aos que vierem, os que precisam, aos que querem e quero ajudar-me a mim.

Pensem quando foi a ultima vez que se envolveram numa causa, que ajudaram sem pensar na recompensa, que deram mais do que receberam, que pararam um bocadinho, olharam, ouviram e sentiram?

Eu também tenho medo de sofrer, de ver o que não quero, de ouvir a dor dos outros, do silêncio da solidão, mas tenho mais medo de ainda de não fazer nada, ou de deixar o tempo passar e o Mundo perder-se num abismo de vaidades, infidelidades, mentira, corrupção e orgulho.

Sei que custa, mas faz milagres dentro de nós.

Vasculhem nas gavetas da vossa alma, por aquela pessoa que noutro tempo fez isso tudo e era feliz, que se unia aos amigos e ria com eles, que não tinha medo de gostar de si e que era livre de preconceitos sem julgar os outros e as nós mesmos.

Alguém se junta a mim, Vamos mudar algumas coisas e recuperar as felicidade que tínhamos sem compromisso com as redes sociais?

Beijinhos

Sofia