icon-arrowicon-facebookicon-googleplusicon-instagramicon-pinteresticon-playicon-searchicon-twittericon-youtube

Um Conto de Natal como Tantos Outros

Um conto de Natal, como tantos outros:

Há muitos anos conheci uma pessoa que estava a passar sérias dificuldades financeiras e emocionais. Não hesitei ajudei de todas as formas possíveis até ficar em minha casa, ajudá-la a arranjar trabalho etc. Para mim a minha prioridade era ve-la novamente feliz e a sorrir. Não tinha dúvidas do carinho e da amizade que tinha por ela e parecia-me que iria ser daquelas ligações para sempre.

Um dia o meu irmão conheceu-a e disse: quando ela tiver bem nunca mais te vai procurar…eu não quis acreditar e fiquei furiosa com ele. Isso não iria acontecer nunca!!!…mas passadas semanas, ela saiu de minha casa, arranjou trabalho graças a um amigo meu e nunca mais soube nada dela até hoje. Afastámo-nos por completo. A inicio ainda me ligava para pedir conselhos, mas nunca tentava estar comigo, ou combinar um encontro e com o tempo, com grande tristeza minha tive que dar razão ao meu irmão.

A beleza deste conto de Natal é que passados 4 anos continuo a entregar-me da mesma maneira às pessoas e a sofrer as mesmas desilusões. A acreditar que que não só vão continuar minhas amigas para sempre mas que podem até um dia sentirem-se agradecidas por o carinho que lhes dei. As pessoas têm memória fraca, curta e pior quando acham que é uma obrigação ajudá-las. São perfis pouco humildes e sugadores de todo o tipo de energia (não estou a querer chamá-las de interesseiras), mas fazem sentir-nos usados e deixam marcas na nossa vida e dúvidas de como havemos de agir da próxima vez.

A moral da história, não é deixar de se ajudar o próximo, mas entender que as pessoas não são iguais a nós e que não as vamos, nem temos o direito de as mudar. Podemos continuar a dar mas sem expectativas, sem esperar nada de ninguém, nem para mais, nem para menos e se for caso da pessoa seguir o seu caminho sem a nossa amizade é preciso saber deixa-la partir! E não pensem que todas as pessoas são iguais porque não são. Depois desta história já tive algumas do género e que se tornaram amizades sinceras.

Quem sabe somos apenas uma passagem para curar alguém que está ferido.

Beijinhos e Boas Festas, sejam muito felizes e mais humanos

Já agora, a ingratidão não faz bem a ninguém e a humildade é uma virtude

Sofia