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Olá, Eu Sou Disléxica

Eu sou Disléxica!

Mas isso nunca me impediu de viver, de querer, de sonhar e de acreditar.

Embora tenha crescido com a conotação de burra e limitada, sempre fui esperta o suficiente para entender quais eram as minhas fraquezas e jogar com todas as minhas qualidades.

Para quem vive bem com o seu cérebro quero explicar que o meu não lê as coisas da mesma forma, tem dificuldades em se concentrar e troca coisas…o básico dos p pelos b, os t e sou gulosa porque como palavras quando escrevo e quando relei-o os meus textos elas estão… mas só para mim. Acontece-me o mesmo com os números é uma seca quando me estão a ditar um número de telefone (preciso de algum tempo para o escrever)

Por isso como criança e adolescente é complicado crescer assim porque somos julgados, colocados de parte, gozados e por muito que se estude a coisa simplesmente não entra ou faz sentido.

No entanto estou cá para provar que as nossas limitações não têm que ser baseadas nos que os outros pensam de nós. O que seria do mundo sem os loucos? Aqueles que foram desencorajados pelos que se sentiam superiores e mesmo assim não desistiram de tentar! e se tentaram e melhor que tudo é que conseguiram….Eureka! e Desistir não faz parte do mundo da Dislexia.

Se eu tivesse ouvido as pessoas que achavam que eu não iria conseguir atingir nada porque era dislexica, não estaria aqui a celebrar os 9 anos de blog com os meus milhares de seguidores que se sentem encorajados por mim a alcançarem os seus sonhos.

Nesta minha fase da minha vida, pessoas que me querem derrubar, não me metem mais medo, não me assustam e já não me atrapalham. Perdi muitos anos da minha vida a dar ouvidos a vozes que precisavam de subir nas costas dos outros para se sentirem melhores com elas. A minha dislexia não existe para aumentar o ego de ninguém.

O que vos peço é que compreendam que isto não é uma doença mas que doí quando uma criança não consegue por mais que tente. Humilha-la não irá fazer com que ela chegue mais depressa bem pelo contrário irá ficar inseguro e essa insegurança vai crescer com ela.

Antes de corrigirem alguém pensem como faze-lo de forma construtiva e de maneira que da próxima vez que essa pessoa falhar ou estiver menos capaz, saiba pedir ajuda sem ter vergonha de o fazer. Evitem que seja na frente dos outros para que seja mais fácil explicar sem a pressão social.

Quero que entendam que isto é uma partilha e não um desabado. Sou feliz com a pessoa que me tornei e é claro que se puder evoluir e escrever melhor, para mim seria um luxo. O mais engraçado de tudo é que antes desta questão me ter caído no colo, ontem dei por mim a pensar que adoraria voltar a ter aulas de português para rever algumas dúvidas e quem sabe até aprender a escrever melhor, tenho a certeza que ainda vou a tempo.

Beijinhos sejam felizes e libertem-se dos vossos medos para conseguirem abraçar a pessoa que são

Sofia

Uma breve explicação sobre o tema. Já agora o cansaço e a frustação são dois factores muito forte para qualquer destes sintomas se agravar 🙂

Dislexia é um distúrbio caracterizado pela dificuldade de leitura, apesar da inteligência da pessoa ser normal.[1][2] O distúrbio afeta as pessoas em diferentes graus.[3] Os principais sintomas são dificuldades em pronunciar corretamente as palavras, em ler rapidamente, em escrever palavras à mão, em subvocalizar palavras, em pronunciar corretamente palavras ao ler em voz alta e em compreender aquilo que se está a ler.[3][4] Em muitos casos estas dificuldades começam-se a notar na escola.[5] Nos casos em que a pessoa anteriormente conseguia ler sem dificuldade, mas em determinado momento perde essa capacidade, o distúrbio denomina-se alexia.[3] Estas dificuldades são involuntárias e as pessoas com este distúrbio demonstram um desejo de aprendizagem normal.[3]

Acredita-se que a dislexia seja causada tanto por fatores genéticos como ambientais.[5] Em alguns casos a doença é familiar.[3] É frequente ocorrer em pessoas com distúrbio de défice de atenção e hiperatividade (DDAH) e está associada a dificuldades semelhantes com números.[5] O distúrbio pode também ter início na vida adulta em consequência de um traumatismo cranioencefálico, de um acidente vascular cerebral ou de demência.[1] Os mecanismos subjacentes da dislexia envolvem problemas com o processamento da linguagem pelo cérebro.[3] O diagnóstico de dislexia é realizado com recurso a uma série de exames que avaliam a capacidade de memorização, dicção, visão e leitura.[6] A dislexia é distinta das dificuldades de leitura causadas por incapacidade visual ou por ensino insuficiente.[5]