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Me Myself and I

Há meses que entrei num processo muito leal e real comigo mesma.

Depois de umas quedas que me deixaram mais do que os joelhos esfolados, um coração amargurado e uma cabeça a pensar vezes e vezes sem conta “PORQUÊ?!”. Decidi entrar novamente dentro de mim e voltar a escarafunchar todas as esquinas e travessas da minha cabeça e da minha alma.

Estava triste, deprimida, sem forças e sem vontade para nada. Ui que aflição ver-me assim é sentir-me novamente
com um pé na depressão…É aquele nadar para não afogar e que nunca mais chegamos à tona e a luz ao fundo do túnel ia-se afastando cada vez mais.

Num momento de desespero tive mesmo que parar e graças a algumas mãos amigas, aos poucos fui voltando a respirar.

A acupunctura ajudou-me muito a equilibra-me. Foi um impulsionador no meu bem estar emocional e na minha vontade de terminar com alguns dos meus vícios. O resto foi e tem sido força de vontade e tentar lembrar o porquê de ter deixado de beber tanta coca-cola e de fumar.

A insistência de uma amiga muito especial, em que dizia que eu me magoava, fazia-me mal a mim mesma tendo esses vícios e ouvindo-a dizer isso vezes e vezes sem conta, fez-me tomar consciência de que sim, que era um género de masoquismo e uma forma de me castigar.

Então o processo começou quando decidi abandonar todos os meus vícios tóxicos: coca-cola, fumar e os homens. O meu novo Eu seria o original, sem subterfúgios, sem esquemas, sem medos, sem vícios maus, sem masoquismo, sem traumas, sem rebaixar e principalmente a gostar e aceitar-me como sou e a gostar de mim na maior das simplicidades.

Mostrei-me ao mundo da forma que mais me escondo (de óculos e sem maquilhagem) para aceitar-me como sou, não me vendo como um defeito, mas como uma virtude. Tenho descoberto que tenho imensas coisas boas dentro e por fora e que eu a minha necessidade de esconder a verdadeira Sofia por trás da maquilhagem, dos saltos, da extravagancia, da roupa justa tinha que parar. Se querem gostar de mim, tem que ser pelo que Sou!

Na realidade estava a esconder-me, andava a fugir de mim e por isso como poderia encontrar amor se nem eu me aceitava. Todos os meus relacionamentos eram feitos do mesmo que eu, vícios, artimanhas, acessórios, fugas e vazio.

Descobri que preciso valorizar-me, aceitar-me e amar-me antes de qualquer pessoa!

Nos últimos meses vivo em paz comigo, com a minha consistência e beleza natural. Já desci no tamanho dos saltos, já alarguei a roupa, já uso menos acessórios e estou mais discreta. Tenho um brilho diferente que atrai pessoas diferentes que estão dispostas a gostarem tanto de mim como eu mesma gosto.

A minha relação com a natureza cresceu, assim como a minha ligação ao mundo, às pessoas, aos animais.

A descoberta do Budismo veio a trazer-me um significado à vida que eu desconhecia, mas que já estava no caminho certo há muito tempo. Só amando-te a ti mesmo terás força e disponibilidade para amares o mundo e quem faz parte dele. A iluminação interior é a única forma de ajudar de forma pura tudo e todos que nos rodeiam. Lindo e quero isto mais do que nunca.

Aqui estou eu, meses depois de uma longa caminhada, orgulhosa de mim, cansada mas muito feliz, certa que estou no caminho que devo para ser Feliz e para fazer outras pessoas Felizes.

Quero tudo o que abdiquei durante anos e quero saborear todos os momentos.

Sou eu mais do que nunca mais do que sempre.

Beijinhos e espero ajudar algumas pessoas com este texto

Sofia