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Dança Aérea

Estava entusiamadissima com a ideia de ir subir a um trapézio, mas quando cheguei ao Workshop de Dança Aérea na Jazzy no evento I’m a Woman o medo começou a interferir. 1º disse “já começaram! Não faz mal….”, ao que a professora Rose, uma brasileira pequenina como eu, mas muito bem tonificada disse “entra, vens a tempo” (bolas não tinha funcionado). Rose perguntou-me: Estás aquecida? (yes, não estava). Não faz mal, faz 30 abdominais ali no canto.

Enquanto tentava manter um ritmo simpático nos abdominais, via as minhas colegas a subir e a descer do trapézio entre medos e entusiasmos e muitas palmas para estimular a conquista. Comecei a ficar impaciente…afinal também queria estar ali a combater os meus medos. Ao vigésimo e dois abdominais (na esperança de terminar mais cedo disse)^: já fiz 22!!!!!! E a professora disse, boa, só te faltam 8 (lol), tramada mais uma vez, mas gosto de exigência e que puxem por mim.

Terminado os abdominais, fui para a fila do trapézio o passo agora já estava mais complexo, tínhamos que subir, sentar, e tirar as mãos da corda numa posição muito elegante. A ansiedade, o medo, o receio e a vontade tomavam conta de mim, já só queria ir lá para cima.

Na 1ª tentativa não consegui apanhar o trapézio. Nada de grave, tentava mais uma vez e se não conseguisse saia de fininho e juntava-me ao workshop de dança do Ventre da minha querida Yolanda Rebelo. Nem tudo estava perdido.

Mas na 2ª vez que me lançaram no ar, agarrei a barra e sabia que estava lá e que ia adorar. Dobrei as pernas e sentei-me no trapézio. Que sensação boa, não queria descer mais, queria ficar ali a explorar todos os cantos e possibilidades. Fiz tudo o que me foi pedido, sentei-me de lado, soltei as mãos e desci elegantemente. UAUUUUUUU, fiquei eufórica sai da aula a correr e a dar pulinhos de vitória. Liguei ao meu irmão a contar a novidade, parecia uma criança. A aula estava tão calma até eu ter chegado.

Os exercícios foram ficando mais difíceis, mas não menos estimulantes. Ficar em pe, abrir os braços. Ficar de costas em espargata de braços abertos presa pelas costas. Ficar de cabeça para baixo numa pose muito elegante. 

Nessa altura a Yolanda da dança do ventre juntara-se a nós e era mais uma mulher aos pulinhos e feliz por ter conseguido fazer o impensável e sem tirar o cinto das medalhas ainda parecia mais contente.

Estávamos rendidas ás acrobacias que até à data associávamos ao circo, mas agora entendíamos a vertente do espectáculo, da elegância, do equilíbrio e da força. A minha querida Yolanda que foi minha professora, que é minha amiga de coração partilhava comigo uma emoção forte, uma ideia, uma Vitoria.

Entendemos rapidamente que isto seria algo a continuar, por todos os motivos e pelo trabalho de corpo que acabaríamos por fazer (bem ela na realidade não precisa). A tonificação abdominal, nos ombros e no rabo 🙂 seria perfeita para qualquer praia deste pais.

Terminado trapézio, passamos para o pano vertical, que o que tem de lindo visualmente, tem de difícil. Aqui não temos o suporte da barra e das cordas, mas apenas de um pano que funciona conforme o nosso corpo manipula. É preciso muita força e jeito para subir, suspender. Os exercícios foram feitos as fotos foram tiradas, mas o corpo ficou moído e doloroso.

Agora em casa a ver se amanhã não tenho mazelas e cansadissima do dia que tive, continuo apaixonada pela ideia

de voltar ao trapézio. Vou ter que esperar para saber os horários que a Jazzy vai disponibilizar para esta disciplina e inscrever-me de imediato

Hoje foi um dia em que mais uma vez a frase “não consigo” foi substituída por “VOU TENTAR“. O não, o insucesso está sempre garantido, mas a vontade de tentar de superar dá-nos grandes surpresas na vida.

Beijinhos e tentem tudo antes de desistirem

Sofia