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Confiante ou Convencido?

Vamos lá aprender a dar os nomes certos às pessoas certas?

Não suporto quando me chamem de convencida e de imediato rectifico para “peço desculpa, mas sou confiante”.

Apesar de ambas as palavras começarem por C, há uma diferença muito grande no que é ser uma coisa e noutra.

As pessoas confiantes, vivem bem com elas mesmas. Aceitam os seus erros e as suas imperfeições, gostam das suas qualidades e sentem-se bem com a vida no geral. São pessoas que caminham virados para a frente e pouco se preocupam com o que os outros possam achar e pensar ou de quem ficou para trás. São conhecidas por entrarem seguras numa sala cheia de pessoas e isso não fazer qualquer diferença. Costumam ser bem humildes e saber muito bem quais são as suas forças e fraquesas e gostam sempre de aprender.

Isso não significa que sejam menos atenciosos com os outros. Bem pelo contrário, por estarem bem, são capazes de ajudar mais, estarem presentes mais vezes e de forma mais tranquila.

O que faz a sociedade chamar um Confiante de Convencido, faz parte de um mal cultural e tradicional. Quem se gosta, não o deve fazer, assim como quem se sentem realizado, seguro. Na realidade a insegurança dos outros acaba sempre por denegrir os vitoriosos. Se eu não sou assim, mais ninguém o pode ser. “Ser Bem é não assumir que gosto de mim mesma”!

Mas quem são então os convencidos?! Lembra-se do rapaz que se gabava que namorava e curtia com todas?! Garantidamente nunca o fez.

O convencido sofre de insegurança (um mal geral, infelizmente, mas a maior parte dos inseguros não são convencidos), não tem grandes feitos, nem se sente especial. Precisa de se gabar, falar alto para todos e ele mesmo ouvirem. Ele precisa de se convencer que vale alguma coisa, partilhando com os outros e com o Mundo.

São muito infelizes porque não são ninguém e nunca o serão, porque vivem ofuscados por uma ilusão criada por eles mesmos e por alguns que são atraídos pela falsa luz.

Beijinhos

Sofia