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Alone

Ontem dei por mim sozinha no cinema e muito feliz. Foi tão diferente de todas as vezes que fui sozinha, apetecia-me mesmo estar ali, sem ter que fazer conversa, sem ter que dizer alguma coisa para preencher os momentos.

Jantei nas Amoreiras e fui à Antes-estreia de Mary Shelly (que já agora recomendo e muito). E sai com uma felicidade diferente. Estava sem saltos, sem carteira (levei uma bolsa de cintura sem milhares de coisas que costumo levar), tinha apenas nas mãos um saco de papel de compras do Celeiro e até o barulho do papel me estava a fazer bem.

Por momento senti que eu é que fazia parte daqueles filmes Americanos sobre mulheres bem com a vida que faziam tudo de forma independente sem se preocuparem com horas, coisas, pessoas, obrigações. Apenas o impulso que tinham no momento.

Tive a consciência de quanto tinha evoluído na minha vida para estar a ultrapassar aquele típico medo de enfrentar o Mundo sozinha. Recordo-me de há alguns anos atrás ser impensável ir ao cinema sozinha, sentir pena das pessoas que jantavam sozinhas e acreditava que no dia em que fosse de férias sozinha seria porque teria batido no fundo.

Sinto tudo o contrário e o meu medo é gostar tanto, que cada vez mais sentir necessidade de me isolar. Felizmente vou tendo estes momentos que adoro em que me sinto livre sem amarras, sem pressões, sem medos e sem frustações. As minhas inseguranças estão a ser aos poucos ultrapassadas e a minhas força e determinação restabelecida. Aos poucos minha vida vai fazendo sentido, não no que passa pelas redes sociais, mas pelo que se passa dentro do meu coração.

Obrigada a todos sempre pelo vosso carinho e por me acompanharem nesta trajectória e a todas as mulheres que se inspiram em mim, gostava mesmo que um dia se sentam tão bem consigo mesmas como eu me ando a sentir.

Beijinhos enormes

Sofia