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A Caminho de 2017

Faltam 2 dias para a Passagem do Ano e antes de entrar em modo “Novo Ano”.

Nestes ultimas dias tenho andado a fazer uma revisão do ano que passou.

Não posso considerar o pior de todos, mas foi um ano intenso, de contrastes e de extremos.

Olho para trás e foi um ano que começou em grande emocionalmente, após um retiro que fiz em Fátima antes de o fim de 2015 e que se estragou por completo por causa de uma zanga de amigas que me deitou a baixo durante os 4 meses seguintes.

O primeiro semestre foi o caos emocional, entre tristezas agudas, a mudança de peso por ter deixado de fumar, o não poder fumar, a ausência de vontade de treinar, um pezinho sempre a tocar na depressão, um sentimento de solidão e de vazio horrível e a sentir o meu mundo profissional a desabar e não conseguir fazer nada, nem mesmo saber como começar. Foi duro, muito duro.

Felizmente graduada em depressão e tendo na bagagem 11 anos de consultas semanais de psicoterapia, fui começando a recompor-me aos poucos. Voltei a encontrar força dentro de mim, afastei-me de imensas pessoas que na realidade não contribuíam em nada para a minha felicidade, mas que alimentavam um lado mesquinha e fútil e voltei-me para mim e para aquilo que mais gosto: a minha família, os meus animais, a minha carreira e os meus amigos.

A meio do ano começou a minha jornada de retiros na natureza e aprendi que estar sozinho pode ser óptimo e nunca solitário. Conheci pessoas fantásticas que me mostraram um mundo de paz, de beleza, de amor. Viajei com os meus cães e isso foi o melhor.

Apaixonei-me e sofri, mas sem nunca desistir de encontrar aquela pessoa que irá prencher o pequeno grande vazio que há dentro de mim.

Ganhei asas e apeteceu-me voar por todo o lado, ser mais aventureira e a controlar a minha ansiedade e sem ter medo. Fui para os Açores sozinha e mudou a minha cabeça e a minha vida. Foi ali que aprendi a ser genuinamente feliz. Sentia-me a flutuar de tantas emoções. Liguei-me à terra, à natureza, ao sonho, à esperança, à vida, a Deus, às energias!!!!!

Cá continuo na luta até chegar a um 2017 com mais esperança e realizações. Não sou de acreditar que há um fim, acredito que há sempre uma oportunidade de começar de novo e de forma diferente.

2016 não o considero um ano mau nem bom, considero acima de tudo um ano de limpeza e de mudança. Vou chamá-lo de ano Detox que foi necessário para dar entrada a um ano de maior estabilidade, segurança, confiança, amor e realizações….assim esperemos.

Gostava que partilhassem o que foi para vocês o melhor e o pior de 2016 :).

Beijinhos e Boas Entradas

Sofia