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Ajudar Pode fazer a Diferença no Dia de uma Pessoa

Vocês sabem o quanto para mim tem sido importante a minha ligação ao voluntariado e que nos últimos anos tem sido gratificante estar cada vez mais ligada ás pessoas e aos animais.

Perdi a vergonha e sempre que acho necessário pergunto, a qualquer pessoa que seja, conheça ou seja um estranho  se precisa de ajuda principalmente quando sinto que realmente precisa.

Quando partilho convosco estas histórias não é para sair como heroína é apenas incentivar-vos a fazerem o mesmo. A serem mais atentos e mais disponíveis. Eu sei que o tempo para todos é limitado, mas ás vezes basta 5 min. para fazer uma enorme diferença na vida de uma pessoa.

Para se ajudar alguém, principalmente quem não se conhece é necessário nunca fazer a outra pessoa sentir-se insignificante ou impotente. Há que respeitar também o seu espaço e a sua vontade. Perguntar não ofende ninguém e mesmo se do outro lado forem fechados e negativos sintam sempre que vocês fizeram o que tinham a fazer e sintam-se bem com isso.

Hoje estava a passar de carro na rua dos meus pais e reparei numa senhora muito idosa, com muitas dificuldades a andar e carregada com um pesado saco das compras. Estacionei o carro muito depressa e fui ter com ela. “Posso ajudá-la a levar o saco?!” Ela disse logo que sim e começámos a caminhar em micro passos. Acho que nunca andei tão devagar na vida. E pensar que a vida daquela senhora é naquele ritmo :(. Ela agarrou-me no braço e começamos a subir com um vento gelado contra nós.

Perguntei-lhe “Estamos longe de sua casa?” Ela disse que sim que ainda teríamos que andar muito….ao que pensei que iríamos demorar imenso tempo e para ela que já vinha de tão longe iria ser uma tortura.

“Podemos ir no meu carro?” Ela disse “sim por favor, vamos de carro!” Assim o fizemos. Foi tão dificil que ela entrasse por causa das suas limitações físicas. Mais uma vez pensava…o que será o dia-a-dia desta senhora. Quantas horas demoraria ela ir às compras a pé desde sua casa?! Com dor ou frio ou calor teria que suportar isso para sobreviver.

Levei-a de carro até sua casa e demorámos menos de 2 min. A pé teríamos demorado uns 30 minutos ou mais. Ajudei-a a sair do carro e algumas pessoas da sua rua vieram ajuda-a e ela foi para casa. Antes dela sair perguntei a senhora não tem internet? Assim podia fazer as suas compras online e entregavam-lhe em casa. Não sei se a pergunta foi tola, mas para a nossa geração essa simplicidade da tecnologia é automática. Mas ela sabia e disse sim eu sei que o Jumbo e o Continente entregam, mas eu não tenho internet.

Não seria tão bom se todas estas pessoas pudessem ter mais apoio e ajuda? Como sistemas em pudessem fazer as suas compras sem saírem de casa. Nem consigo imaginar o que será um dia interior para alguém assim. Um dia interior de limitações, dificuldades, de dor, angustia e de solidão.

Eu sei que sair de casa faz bem e ajuda-os a ver pessoas a mexer o corpo e a não “envelhecer” sozinhos em casa. Mas mesmos assim não haverá maneira de facilitar?!

Deu-me imensa vontade de ajudar mais idosos que vivem sozinhos. A ajudá-los a fazer as suas compras, a comprar os seus medicamentos, a levá-los ao médico, etc. Não sei ainda como vou chegar até algum nesse estado, mas espero mesmo conseguir fazer um bocadinho mais por quem realmente precisa e se sente sozinho no mundo.

Beijinhos enormes para todos vocês e muito obrigada por me acompanharem. Têm me ajudado imenso a ser melhor pessoa.

Sofia